Manias Tecnológicas (continuação)

February 6th, 2011

Continuei pensando sobre essas manias que a tecnologia cria ou amplifica e listei mais algumas.

Em complemento à mania de superexposição que citei no post anterior, é fácil percebemos como a tecnologia facilita a mania de “voyeurismo consentido”. Além dos inúmero “reality shows”, que são produzidos pelas grandes empresas de mídia e alimentados pela audiência e discussão de um monte de fãs, nós fiscalizamos a vida de nossos colegas, amigos, parentes, desafetos, etc. Uns se expõem e outros observam realmente como “grandes irmãos”.

Outra mania é a do “consumismo ilógico”. Chamo de ilógico na medida em que somos bombardeados por  um monte de lançamentos tecnológicos, que nem representam grandes saltos na qualidade de uso ou melhora no atendimento das nossas necessidades. Mas lá vamos nós, para trocarmos o que estava funcionando e atendendo muito bem estas necessidades por algo mais novo, com mais recursos que provavelmente não vamos utilizar, com maior capacidade que vai ficar ociosa e deixando um rastro de lixo eletrônico por aí.

Mais uma: “Tomar o Google por oráculo“. Quer aprender a desenhar, cozinhar, pintar, construir robôs? Quer saber a resposta pra qualquer coisa ? Pergunte ao Google. Eu faço isso o tempo todo. Só cuidado para não acreditar na primeira coisa que aparece na sua tela. Pode ser uma lenda da Internet, uma brincadeira ou simplesmente uma estupidez de algum idiota.

Manias tecnológicas

January 30th, 2011
Eu dividiria essas manias tecnológicas em alguns tipos.
Existem aquelas manias que surgem da maneira de como empregamos a tecnologia na nossa vida social. Por exemplo, já percebeu como estamos nos tornando cada vez mais “multitarefas”? Temos aí uma nova mania, habilitada pelas tecnologias, de sempre estarmos tentando aproveitar ao máximo nosso tempo, fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo. Pense nos seus descolamentos de carro ou de ônibus. Tiramos proveito do transporte sem esforço para (que nem nos parece mais uma tecnologia tão avançada assim) e aproveitamos o tempo para ouvir música, notícias e até nos comunicar via telefone (o que pode ser muito perigoso se estamos na direção desse meio de transporte).  Outro exemplo clássico é o de vermos um adolescente no computador, ao mesmo tempo em que ele assiste TV, ouve música e conversa com amigos. Mania de multitarefa. Precisamos tirar o máximo do momento. E a tecnologia nos possibilita isso. Será que isso é realmente necessário? Será que isso é bom para nós mesmos?
Outra mania possibilitada pela tecnologia e que podemos colocar nessa mesma categoria é a da “superexposição”. Precisamos relatar cada mísero passo de nossas atividades diárias via redes sociais e micro blogs? Estamos pensando com seriedade nos efeitos futuros que essa exposição exagerada terá sobre nossa vida social e profissional? Aquela noitada com os amigos, quando você passou mal por não ter parado de beber na hora certa, e que você queria esquecer rapidamente pode ter deixado um monte de “pegadas digitais” que serão difíceis de serem apagadas. Provavelmente elas ficarão na rede para sempre. Se você vai continuar fazendo isso, pelo menos utilize um filtro por grupos para limitar o que colegas de trabalho e o resto do mundo vão saber sobre sua vida particular.
Essas novas manias tecnológicas podem nos levar a um outro tipo de comportamento. Os maus hábitos possibilitados pela tecnologia. São manias negativas. Por exemplo, a terrível mania que as pessoas têm de checarem seus celulares em busca por mensagens a cada 5 minutos, e inclusive trocarem mensagens, enquanto estão conversando com outras pessoas que realmente estão na sua frente (de verdade). Essa é mania de falta de educação e atenção terrível,  e que é cada vez mais comum tanto em círculos de amigos como em grupos de trabalho nas empresas. Manias, apoiadas pela tecnologia, gerando maus hábitos sociais.
Ainda nessa categoria, o que dizer das pessoas que passaram a se esconder atrás de caixas postais de voz ou perfis em redes sociais? Elas preferem relacionar-se com as outras pessoas através de um “representante eletrônico”. Respondem mensagens, cumprimentam virtualmente, curtem
Um terceiro tipo de manias eu classifico como “comportamentos potencialmente danosos”. Vários blogs consideram o uso ineficiente das ferramentas tecnológicas como maus hábitos, mas eu prefiro classificá-los nessa categoria de comportamentos danosos. Estes comportamentos estão mais intrinsicamente ligado à maneira que lidamos com as tecnologias de forma irresponsável e que na maioria das vezes gera um prejuízo para nós mesmos. São manias e descuidos que nos fazem perder tempo, dinheiro, privacidade, entre outras coisas menos e mais importantes. Por exemplo, não saber usar teclas de atalho, ou deixar desorganizado seu desktop ou suas pastas de arquivos. Eu mesmo acho o fim da picada alguém que não usa slides mestres ao fazer uma apresentação do Powerpoint.
Algumas manias tecnológicas que encontrei pelos blogs e que poderão ser classificadas nesses três grupos que citei anteriormente:
  • Comunicar-se usando sequências malucas de caracteres, transformando a nossa língua em algo indecifrável para não iniciados.
  • Usar mensagens de texto para dizer que você está atrasado, mas a caminho. Isso não vai resolver o problema da sua pontualidade e nem reduzir sua culpa.
  • Julgar uma pessoa pelo seu perfil on-line (foto, preferências, posts de 140 caracteres)
  • Nos tornar mais narcisistas (eu, eu, eu)
  • Acreditar e repassar correntes por e-mail
  • Enfrentar filas para comprar o novo lançamento tecnológico
  • Ignorar as especificações técnicas e gastar mais dinheiro sem necessidade
  • Péssima postura por conta de smartphones,  tablets  e netbooks
  • Encaminhar e repassar correntes por e-mail.
  • Carregar notebook ligado.
  • Imprimir um monte de coisas inúteis.
  • Não imprimir fotos.
  • Levar smartphone para o vaso sanitário.
  • Usar ringtones absurdos
  • Gravar seus arquivos em qualquer lugar do computador
  • Encher o seu desktop com dezenas de ícones.
  • Usar a mesma senha em todos os serviços (além de usar senhas óbvias)
  • Não proteger suas informações em pendrives (Use o Truecrypt)
  • Instalar novos softwares clicando NEXT NEXT NEXT

Meu “cartão” de Natal…

December 23rd, 2010

A medida que ficamos mais experientes (ou envelhecemos mesmo) parece que os anos vão passando cada vez mais rápido.

Parece que foi ontem que o Daniel mudou pra turma da manhã, que eu defendi minha dissertação de mestrado e que a Ma começou a fazer aquela colcha de crochê… (ops… acho que isso foi ontem mesmo…).

Minha família e eu desejamos para você, e para os que você ama, um feliz Natal e um 2011 cheio de realizações.

Uma amiga me passou este vídeo sobre um “Natal Digital” e resolvi compartilhá-lo com você, com quem tenho contatos reais e virtuais.

Feliz Natal !!!  Um ótimo 2011 !!!


Trabalho 2.0: mais colaboração

October 24th, 2010

Não é difícil de perceber como a tecnologia vem alterando a forma como trabalhamos e até como novas profissões são criadas e extintas. No final da década de 80 muitos colegas de faculdade trabalhavam no turno da madrugada como digitadores no serviço de compensação de cheques. Ou seja, um sistema informatizado gera dados que precisam ser introduzidos em outro sistema, e para isso estamos nós “trabalhando”. Algo que Thoreau definiu muito bem ao dizer que temos uma tendência em nos tornarmos “ferramentas de nossas ferramentas”. Estes centros de compensação de cheques desapareceram em parte pela integração de redes e sistemas, e em parte pela transferência dessa atividade para o caixa do banco.

Quanto do seu trabalho diário é transferir informações de um sistema para outro? Você é uma ferramenta de outras ferramentas?

No melhor dos casos a resposta que recebo quando faço essa pergunta é : “Meu trabalho costumava ser assim, e eu tinha que digitar dados de uma nota fiscal recebida diretamente no sistema de gestão da empresa ou em planilhas eletrônicas para que o fluxo pudesse funcionar dentro da empresa. Hoje tudo está muito mais automatizado”.

Se tentamos, com ajuda da tecnologia, livrar-nos dos trabalhos repetitivos e mecânicos… o que nos resta? Os trabalhos mais analíticos e que exigem maior dose de criatividade. E assim temos a oportunidade de: inverter o jogo e colocarmos a tecnologia no seu devido lugar. Usá-la como uma “ferramenta” que possibilie o trabalho mais colaborativo.

A criatividade e a inovação dentro dos ambientes de trabalho podem ser muito potencializados com a utilização de ferramentas de colaboração oferecidas pelas novas tecnologias de informação e comunicação.

A colaboração é a grande mola impulsionadora do trabalho criativo. As escolas e as empresas precisam incentivar esse tipo de utilização da tecnologia. As ferramentas disponíveis, que oferecem grande facilidade de uso e capacidade de acompanhamento, podem ajudar profissionais a tornarem-se mais inovadores e serem reconhecidos por essa qualidade.

É assim que o trabalho 2.0 (para pegar carona nas novas tecnologias de redes sociais) deveria ser.

O quanto você colabora com seu time de trabalho? Como sua empresa acompanha e valoriza essa colaboração?

TECNOPÓLIO: a rendição da cultura à tecnologia

October 3rd, 2010

O livro de Neil Postman (cujo título é o mesmo deste post), inicia seu “ataque” à tecnologia recorrendo a uma fábula contada por Sócrates e registrada por Platão em sua obra Fedro, em que narra a conversa entre o deus Theuth e o rei Thamus com relação às grandes invenções com as quais Theuth quer presentear o rei . Thamus coloca-se em uma posição crítica com relação aos benefícios alardeados por Theuth com relação a uma das invenções: a escrita. Ele vê malefícios superiores aos benefícios que o deus apresenta, encarando a escrita como uma tecnologia que fará com que os homens parem de exercitar sua memória, além de facilitar a disseminação de informação não necessariamente acompanhada da correta instrução. Postman utiliza essa fábula para questionar nossa postura frente às novas tecnologias, nos fazendo refletir sobre todos os efeitos, bons e maus, destas inovações, pois “toda tecnologia tanto é um fardo como uma benção”. Não se trata de uma questão de utilizar ou não uma tecnologia, de simplesmente omitir-se frente a esta opção, mas de encarar os malefícios e benefícios com “os olhos bem abertos”.

A tecnologia redefine palavras e conceitos, e cria grupos de vencedores e perdedores, alterando hábitos e pensamentos fortemente enraizados “que dão a uma cultura seu senso de como é o mundo”. Ao mesmo tempo, em seus estágios iniciais de adoção, não é possível prever ganhadores e perdedores pois sua implementação é sutil e misteriosa.

Postman lança mão de alguns exemplos para demonstrar como as visões de mundo se alteram a partir da adoção de algumas tecnologias. Que consequências tiveram a invenção do relógio, da imprensa e do telescópio.

Questiona as reais vantagens da tecnologia do computador para a grande massa de pessoas “comuns”. Os computadores parecem mais com ferramentas que os seguem, sujeitam e submetem do que com ferramentas de libertação e eficiência. Os seres humanos acabam reduzidos a números e estatísticas, que serão processados por outros computadores. Os computadores geram um volume tão grande de informação que só pode ser processado por outro computador, dispensando o homem como intermediário dessa interação.

“Para o homem que tem um martelo nas mãos, tudo que aparece na frente é prego”. O mesmo podemos considerar para a tecnologia do computador. Tudo que pode ser submetido a sua nova lógica e a essa nova ferramenta, assim o será.

Postman enuncia o princípio da mudança tecnológica: “as novas tecnologias competem com as antigas- pelo tempo, por atenção, por dinheiro, por prestígio, mas sobretudo pela predominância de sua visão de mundo”. Assim ocorreu com a escrita sobre a oralidade, com a imprensa sobre os manuscritos, da radio-difusão sobre a imprensa, da televisão sobre o rádio e a imprensa, e agora do computador e da Internet sobre todas as mídias.

“As novas tecnologias alteram a estrutura de nossos interesses: as coisas sobre as quais pensamos. Alteram o caráter de nossos símbolos: as coisas com que pensamos. E alteram a natureza da comunidade: a arena na qual os pensamentos se desenvolvem.”

A Internet deixa os fracos mais burros

October 2nd, 2010

A quantidade e a facilidade de acesso à informação (aparentemente) deveria nos tornar mais capazes de aprender, analisar situações e tomar decisões. Infelizmente não é o que percebo nas situações com que venho me deparando em ambientes variados.

Conheço vários  alunos (já graduados) que não conseguem escrever algo sensato que extrapole uns 140 caracteres. Isso sem falar na incapacidade de escrever em um pedaço de papel. Pois hoje em dia o mais comum parece ser o digitar de algumas siglas na tela de um celular ou comunicador instantâneo.

Em sala de aula o professor tem que disputar atenção com laptops sempre disponíveis e conectados. Se não são os computadores… os celulares assumem essa função. Eles pensam que não precisam prestar atenção ao professor (e muitas vezes não precisam mesmo) pois o conteúdo está ao alcance de um click (embora na maioria das vezes eles prefiram mesmo é um resumo contido nos slides cheios de texto).

Ao mesmo tempo (em alguns casos) os professores pedem para não serem levados em consideração, pois suas aulas estão baseadas em slides enfadonhos, cheios de texto e usados como “muletas” para suas aulas. Mais uma vez, a tecnologia gera a facilidade de  reprodução de conteúdos em slides gigantescos (e letras minúsculas). A0 adotarem essa ferramenta, de forma errada, criam um desvio de atenção para os alunos e uma muleta para que esses não pesquisem e não busquem complementos ao conhecimento.

A Internet tem transformado a todos em leitores “rasos”. Pulando de um link para outro, de um post curto para outro. Não temos mais dedicado tempo para uma “leitura profunda”. A regra é da quantidade e cobertura. Profundidade e reflexão escapa da atenção desses novos leitores. A percepção é de que, para muitos segmentos, hoje se lê mais em função da Internet. Mas é uma leitura de baixa qualidade.

É triste, mas… a tecnologia, mal utilizada, torna os fracos ainda mais fracos, e os burros ainda mais burros.

Aplicativos para… (a lista do programa de 30/08)

August 30th, 2010

Esta foi a lista de aplicativos que citei hoje no programa 91 minutos.

Para achar os links, basta colocar o nome no Google junto com “download” ou buscar em posts antigos meus na busca aí do lado…

SAIR DA PIRATARIA NO BÁSICO

Ubuntu: Sistema Operacional

BR Office: pacote para automação de escritório (tipo word, excel, etc)

FOTOGRAFIA

Picasa: organizar as fotos no computador, preparar montagens, corrigir qualidade

Gimp: editar fotos com recursos avançados

ÁUDIO:

MediaMonkey: organiza sua biblioteca de arquivos

WinAmp: organiza sua biblioteca de arquivos

Audacity: edição de arquivos de áudio

VÍDEO

VLC: tocador de quase todo tipo de filme

Video Spin: para edição de vídeos

YouTube: o site tem uma ferramenta de edição on-line

Free Download Manager: baixa arquivos e converte vídeos

CURSOS GRÁTIS EM INGLÊS

Itunes: acessar o canal ItunesU (nem precisa ter IPOD)

YouTube: basta digitar o nome de uma grande universidade americana (MIT, Stanford, Harvard)

LEITURA DIGITAL

X-Change PDF: leitor de arquivos PDF que permite anotações

Abbyy FineReader: o melhor OCR (pago), transforma textos escaneados em arquivos editáveis

Text Aloud: transforma arquivos texto em áudio MP3 (pago)

Calibre: organizador e conversor de formatos para livros eletrônicos

IREADER: (extensão) transforma qualquer site em uma página de livro eletrônico (Uma alternativa é acessar o http://lab.arc90.com/experiments/readability/)

SEGURANÇA

AVG, AVAST, AVIRA: anti-vírus grátis

Comodo: Firewall grátis

LIMPAR O PC

CCLEANER e MV RegClean

LIDAR COM REDES SOCIAIS

TweetDeck: centraliza toda a interação com as principais redes

MANDAR ARQUIVO GRANDE POR E-MAIL : YouSendIt

INSTANT MESSENGER: MEEBO / TRILLIAN / PIDGIN

Complementos para navegador:

  • KIDZUI: para crianças de 3 a 12 anos
  • SIMILAR WEB: encontra sites parecidos com o que vc visita
  • 1-CLICK VIDEO DOWNLOADER: baixar arquivos do Youtube
  • ECHOFON: usar Twitter direto do navegador
  • LYRICS: Ver a letra da música enquanto assiste o clip no Youtube
  • EVERNOTE: tomar nota de sites enquanto navega, para ler depois
  • XMARKS: Compartilhar favoritos entre computadores

Leitura Digital

July 12th, 2010

Estou usando dois dispositivos diferentes para ler conteúdo digital.

Para leituras longas e de textos sem imagens/gráficos o e-reader com tinta eletrônica (e-ink) é imbatível. Muito semelhante ao papel. Uma pequena desvantagem é o sistema de anotações. Acredito que por questões de protecão de direitos autorais e pirataria, o sistema não permite que eu baixe toda a seleção de textos que eu marco no livro. Assim, fica um pouco mais complicado de recuperar as anotações.

Para textos com muitos gráficos, e que requerem mais anotações, tenho usado o PDF X-Change Viewer instalado em um tablet PC de 12 polegadas rodando Windows 7 64bits  (que tem várias ferramentas para trabalhar com a função tablet). Fora o peso para ficar muito tempo na mão… não tem comparação com especificação de um IPAD (embora ainda esteja curioso para testar um).

O IPAD poderia reunir parte dessas funções, porém ainda seria impossível rodar o pacote estatístico que uso nas pesquisas (SPSS), o pacote de pesquisa qualitativa que comecei a testar (Atlas.TI) e o software de OCR que uso para converter documentos (Fine Reader). Nisso o tablet está sendo imbatível. Ótima aquisição.

Hábitos de uso da Internet

May 24th, 2010

Por favor, poderia responder a uma pesquisa? Não vai tomar mais que 5 minutos.

Prometo publicar os resultados aqui.

O link para responder a pesquisa: http://www.surveymonkey.com/s/radio91


Agradeço antecipadamente.

Instantâneos ?

May 2nd, 2010

relogio

Comecei a usar serviços de e-mail ainda no tempo das BBS, e lembro perfeitamente quando criei minha primeira conta no ICQ por conta de uma indicação do meu irmão caçula que morava nos EUA (era1996). Achei incrível a ferramenta permitir saber quando outra pessoa igualmente usando um acesso discado estava conectada e poder trocar mensagens.

Os mais jovens parecem até ter abandonado o e-mail como ferramenta de comunicação, preferindo a maior instantaneidade dos comunicadores, SMS ou mesmo dos posts em redes sociais. Já criaram até um idioma próprio para isso… E-mail virou coisa de “tiozão”. Por conta disso, sempre encontro alguns alunos de graduação que têm enorme dificuldade de organizar um parágrafo com mais de quatro frases. Lamentável… Pegar uma bic e escrever uma redação então…

Estes comunicadores, acessados por dispositivos cada vez mais móveis e portáteis, destroem as fronteiras entre vida profissional e vida particular. Estamos conectados com família e amigos enquanto estamos no trabalho, e com chefe e colegas quando estamos em casa. Como separar as coisas ?

Ficamos cada vez mais tempo conectados às pessoas por meio dessas ferramentas. Isso nem sempre é positivo. Nos destraímos com maior facilidade. Somos interrompidos. Cada vez fica mais difícil concentrar-se em raciocínios mais profundos.

Aproveitamos todo o tempo disponível (salas de espera, trechos em trânsito, atrasos) para atualizarmos nossas conversas e checarmos nossas mensagens. Parece bastante produtivo, porém ao mesmo tempo estamos perdendo o tempo que poderíamos dedicar ao “ócio criativo” e aos pensamentos “mais profundos”. Privilegiamos a eficiência, matamos um pouco do nosso direito de “não fazer nada”.

Mas essas ferramentas trazem vantagens também. Quando estou em viagem de trabalho faço uma video-conferência sempre que as conexões dos hotéis permitem. Via Skype consigo “participar” da vida de casa abrindo uma janela para a sala de estar da minha casa. Meu filho me faz conversar até com nosso cachorrinho.  :-) Assim reduzimos um pouco a distância em um mundo cada vez menor.