Archive for February, 2011

Cuidando da sua vida digital

Sunday, February 27th, 2011

Já descrevi em 2009 (nesse post) as práticas que eu adotava para tomar conta do conteúdo digital com o qual lido no dia a dia. Adicionei algumas práticas ao processo.

Uso muito os 2GBytes gratuitos que o DropBox oferece. Ele funciona como um pendrive particular que pode ser acessado de qualquer ponto com Internet. Isso independente de eu estar carregando o “pendrive”, ou não. Passei a usar esta estratégia junto com a minha conta extra do Gmail, que eu utilizo somente para arquivos e documentos que preciso acessar de qualquer lugar. Sempre que tenho um trabalho importante para entregar, ou uma apresentação nova a fazer… envio uma cópia do arquivo para essa conta do Gmail. Assim eu crio um backup que pode ser acessado de qualquer ponto na Internet.

Adicionei mais um HD externo ao meu pacote de backpups. Um está dedicado aos arquivos de fotos, vídeos, livros e músicas (e todo tipo de conteúdo que uso no dia a dia) e o outro está dedicado a guardar imagens completas dos discos dos computadores que uso, incluindo sistema operacional e softwares instalados. Além disso mantenho a cópia cruzada das informações mais críticas em todos os computadores. Também somei mais pendrives ao processo, mas tenho dependido menos deles para backups. Já perdi tantos em salas de aula que me acostumei a não confiar nem um pouco neles para manter arquivos por muito tempo. Eles são usados só para transporte de informações por tempo muito curto. O SyncToy continua sendo minha ferramenta de sincronização padrão.

Tecnologia para estudar

Sunday, February 13th, 2011

A primeira escolha é o tipo de máquina a usar para estudar. Notebooks, netbooks ou tablets?

Na minha opinião os tablets ainda precisam evoluir e um pouco mais para podermos apostar neles. O governo tem planos de incluí-los no programa de inclusão digital (o que derrubaria preços) e universidades/escolas já começam a testar o uso na substituição de livros e apostilas. Acho que a tendência é essa. O problema é que a tecnologia ainda não está madura e o preço ainda é muito alto. Muitos lançamentos recentes, e muitas promessas (para esse ano) de todos os grandes fabricantes. Resta a opção entre notebooks (maiores, mais pesados, mais poderosos) e netbooks (mais leves, menores, um pouco mais acanhados em termos de desempenho). Aí é uma questão de avaliar o que você realmente precisa no dia a dia. Eu particularmente gosto muito das máquinas intermediárias entre os 2 tipos. Uma tela de 12″, um processador de baixo consumo, sem unidade de CD/DVD, bastante memória e sistema operacional rodando 64 bits. É a configuração da minha máquina. Se puder virar um tablet (como é o caso da minha)… daí você tem o melhor dos 3 mundos. E olha que os preços já caíram bastante para esse tipo de configuração.

Agora, minha lista de softwares pra ajudar nas tarefas de estudo (uso muito todos eles):

PDF-XChange Reader: acho muito melhor que o Adobe Reader. Consigo fazer marcações e anotações nos arquivos em PDF e compartilhar isso com qualquer pessoa.

Calibre e-book management: organize toda a sua biblioteca de livros e apostilas que você obtém on-line com esse programa. Ele cria versões para os principais e-readers, mas você pode simplesmente ler na tela do PC ou mesmo imprimir se preferir.

FreeMind ou MindMapper: são softwares para construir mapas mentais. Não sabe o que é isso ? Procure vídeos no Youtube de como fazê-los. São ótimos para resumir livros, organizar matérias, temas de redação, estudo para vestibular e por aí vai.

Abbyy Finereader: esse é pago, mas um software fantástico. Transforma imagens em texto usando um OCR poderoso.

SnagIt: outro pago, mais muito bom. Ele captura qualquer imagem da tela e permite edições e anotações. Para preparar apresentações e slides… é muito bom. O PowerPoint 2010 tem facilidades equivalentes.

OneNote: é o software menos conhecido do pacote Office. Permite anotações livres usando todo tipo de conteúdo. Transforma um Netbook Touchscreen em um caderno geral super poderoso. É o que uso para tomar nota de aulas, preparar artigos, etc. Um adicional é compartilhar tudo automaticamente na Web.

ITunes: mesmo sem ter um Ipod, Ipad ou Iphone você pode aproveitar os podcastings e videocastings do ItunesU. O “U” é de University. Com esse programa você baixa cursos inteiros das principais universidades americanas. Problemas com o Inglês ? Aproveite os podcastings com aulas de línguas.

Falando agora de serviços… Os que mais uso nas atividades de aula são:

GoogleDocs ou Office Live: permitem fazer trabalhos em grupos sem precisar de deslocamento, trânsito, etc.

GoogleAgenda: para controlar tarefas e compromissos de entregas, aulas, palestras, etc.

GoogleGroups: crie um para sua turma ou sala e mantenha todo mundo informado sobre tudo que acontece. Ótimo para compartilhar dicas, notícias, novidades, etc

Skype: conferências e videoconferências para discutir trabalhos e artigos.

Redes sociais para estudar?

LiveMocha (para estudar línguas) e Mendeley (para entrar em contato com pesquisadores)

Bases de dados para pesquisa?

Depende do tema de estudo, mas umas que uso: Scielo e SSRN


Manias Tecnológicas (continuação)

Sunday, February 6th, 2011

Continuei pensando sobre essas manias que a tecnologia cria ou amplifica e listei mais algumas.

Em complemento à mania de superexposição que citei no post anterior, é fácil percebemos como a tecnologia facilita a mania de “voyeurismo consentido”. Além dos inúmero “reality shows”, que são produzidos pelas grandes empresas de mídia e alimentados pela audiência e discussão de um monte de fãs, nós fiscalizamos a vida de nossos colegas, amigos, parentes, desafetos, etc. Uns se expõem e outros observam realmente como “grandes irmãos”.

Outra mania é a do “consumismo ilógico”. Chamo de ilógico na medida em que somos bombardeados por  um monte de lançamentos tecnológicos, que nem representam grandes saltos na qualidade de uso ou melhora no atendimento das nossas necessidades. Mas lá vamos nós, para trocarmos o que estava funcionando e atendendo muito bem estas necessidades por algo mais novo, com mais recursos que provavelmente não vamos utilizar, com maior capacidade que vai ficar ociosa e deixando um rastro de lixo eletrônico por aí.

Mais uma: “Tomar o Google por oráculo“. Quer aprender a desenhar, cozinhar, pintar, construir robôs? Quer saber a resposta pra qualquer coisa ? Pergunte ao Google. Eu faço isso o tempo todo. Só cuidado para não acreditar na primeira coisa que aparece na sua tela. Pode ser uma lenda da Internet, uma brincadeira ou simplesmente uma estupidez de algum idiota.