Dicas de aplicativos para celular

January 23rd, 2012

No programa de rádio de hoje falamos sobre aplicativos para celulares. Obviamente acabei falando mais de aplicativos para Android que é o sistema que uso, mas também me acostumei a alguns aplicativos da Apple por conta do Ipad e Ipod que temos em casa.

Listas de melhores aplicativos para isso, ou para aquilo, estão cheias na Internet. As revistas Info e Superinteressante lançaram recentemente edições especiais sobre o tema. Recomendo aos curiosos que busquem os aplicativos mais específicos diretamente na própria rede.

Começo pelos dois principais usos do meu celular (além de falar e navegar): ler e assistir vídeos.

Para leitura de PDFs tanto no Android como no Iphone que testei muitos programas e acabei optando pelo ezPDF. Ele tem algumas funções muito legais, tais como permitir cortar as margens em branco do texto, deixando na tela o que realmente interessa e baixa arquivos direto do DropBox e GoogleDocs. As versões para o Ipad e Android são ligeiramente diferentes, mas cumprem bem esse papel.

Para leitura de livros eletrônicos (e-books) no formato EPUB, que é o formato aberto e usado pelas livrarias brasileiras (além do mais pirateado nos sites especializados no tema), eu prefiro o MANTANO para o Android e o iBOOKS para o IOS. Outros interessantes são o ALDIKO e BLUEFIRE. Para quem gosta de compartilhar com amigos o que está lendo eu recomendo o KOBO, que é o mais “social” deles.

Para leitura de notícias (de sites e redes sociais) eu gosto do PULSE (tanto em Android como IOS), do ZITE (meu preferido) e do FLIPBOARD (estes dois últimos só no Ipad). Para quem gosta muito dos serviços  Google eu sugiro o CURRENTS que faz um bom papel na mesma linha dos demais.

Para ler histórias em quadrinhos nos formatos compactados CBZ, CBJ e afins a melhor solução no Ipad é o CloudReaders, que é simples e eficiente.

Para assistir a filmes e seriados baixados da Internet o MX VIDEO no Android é o meu preferido. Ele permite rodar arquivos MKV, AVI, RMVB, além do MP4 mais comum. Não precisa ficar convertendo nada para padrão de telinha. Quando os arquivos permitem ele deixa selecionar trilha de áudio, legendas e até efeitos de surround para o headphone.

Na parte de fotografia eu comentei sobre as alternativas Android ao ótimo INSTAGRAM da plataforma IOS. São eles: Camera360 (o mais interessante que achei), o FxCamera, o RetroCamera, o PaperCamera, além do PicPlz que vai em outra linha mais social.

Outras ferramentas que acho muito úteis:

DropBox  e Evernote – para transferir  dados para a “nuvem” e acessá-los de qualquer lugar.

WhatsApp e Viber – para trocar mensagens sem usar SMS (e até fazer chamadas no caso do Viber)

BoaLista e Buscapé – para consultar preços usando a câmera para capturar o código de barras dos produtos

CamScanner –  para transformar seu celular em um scanner de mão

IMDB – para consultar informações sobre filmes e seriados

SoundHound e Shazam – descobrem qual a música que está tocando

Convido a todos para postarem nos comentários do blog e no Facebook os seus preferidos. Assim eu aprendo e todos ficam sabendo sobre alternativas.

 

 

Remembering Steve Jobs

October 6th, 2011

Eu não sou um “apple fan boy” e nem acho que o Steve Jobs é um modelo perfeito de empresário. Mas ninguém pode negar que ele foi realmente um visionário.

Aprendi muito sobre apresentações e palestras ao ver os seus shows de lançamento de novidades.

Sempre que falam do Steve Jobs, eu lembro desses dois vídeos.

O primeiro é o discurso dele em Stanford e o segundo uma paródia de suas apresentações de novos produtos. Os dois vídeos têm legendas.

Stanford:  http://www.youtube.com/watch?v=66f2yP7ehDs

Paródia:  http://www.youtube.com/watch?v=W0YFiglZw7A

 

 

Dispositivos portáteis

August 28th, 2011

Muita gente tem pensado em comprar um tablet. Recebo muitos e-mails perguntando de melhores configurações e se realmente vale a pena ao compararmos com as demais alternativas. Fala-se muito de já estarmos em uma era “pós-PC”. Será ?

Os tablets encaixam-se em uma faixa de gadgets entre os smartphones e os netbooks. O sucesso de vendas está muito atrelado ao consumo de conteúdo via Internet.

Se você escolher um telefone com tela bem grande (e já existem modelos com telas de 4,3 e 4,5 polegadas) é possível aproveitar muito bem o aparelho para assistir filmes, ler livros, navegar na Internet  os consumos de mídia tão comuns nos tablets. Ao mesmo tempo, existem tablets de 7″ com serviço celular e conexão bluetooth que podem substituir completamente os celulares.

Se optar por um netbook com tela sensível ao toque e escamoteável, o efeito é similar ao de um tablet, com um pouco mais de peso, de processamento, de espaço em disco, com maior compatibilidade de programas e com menos bateria. Carregar um netbook (ou notebook), mais um tablet e talvez ainda um smartphone não parece uma coisa muito lógica (embora eu conheça pessoas que façam isso).

Ter um tablet como único computador? Não acho que seja a solução para a maioria das pessoas. Ele acaba sendo o segundo ou terceiro aparelho a se ter em casa, ou se carregar na pasta. O celular acaba sendo o tipo de equipamento número 1, pois é um aparelho que (quase) todo mundo acaba carregando todo o tempo.

Para quem tem um desktop e uma rede ser fio em casa, um tablet ou um smartphone são excelentes companheiros para consultar conteúdos, jogar e navegar na Internet. Gastam menos energia que um desktop para este tipo de atividade.

Ao escolher um tablet as principais variáveis são: tamanho da tela (7″, 9″ ou 10″), formato da tela (4:3 ou 16:9), tecnologia da tela (resistiva ou capacitiva), sistema operacional (IOS ou Android), expansão de memória e conexões (USB, HDMI, SD), acessórios (docks, teclado).

Informação na “firma”

August 21st, 2011

A informação é um ativo importante para qualquer organização. A divisão e especialização do trabalho fez com que a troca de informações seja parte inerente de qualquer atividade.

Chun Wei Choo, em seu livro –  ”A organização do conhecimento”- afirma que “a informação é um componente intrínseco de quase tudo que uma organização faz. Sem uma clara compreensão dos processos organizacionais e humanos pelos quais a informação se transforma em percepção, conhecimento e ação, as empresas não são capazes de perceber a importância de suas fontes e tecnologias de informação”.

O problema é que temos sido bombardeados com uma quantidade assustadora de informação. Pouca coisa útil no meio de um oceano de inutilidades.

O filósofo Pierre Lévy desenvolve em seu livro, “Cibercultura”, uma metáfora (anteriormente criada por Roy Ascott) comparando esta inundação de informações em que vivemos a um segundo dilúvio. Diferente do dilúvio de Noé, não existe muita esperança de que o nível da água (informação) irá algum dia baixar. Na verdade temos que construir nossa arca, separar o que consideramos relevante e nos acostumarmos com a navegação. Ao contrário de Noé, que não via nada pela escotilha de sua própria embarcação, nós conseguimos ver outras arcas, que tentam lidar com o dilúvio usando estratégias iguais às nossas, ou mesmo totalmente diferentes.  Lévy recomenda que preparemos nossos filhos para nadar e navegar nesse dilúvio cujo nível nunca vai baixar. Não há outra solução.

O que podemos fazer dentro das empresas em que trabalhamos para sobreviver a esse dilúvio ?

Don Tapscott, em seu livro “Wikinomics”, cita dados de pesquisas que afirmam que 90% da colaboração entre as pessoas dentro de organizações ocorre pelo e-mail. O problema é que somente 10 a 20% dos e-mais são úteis. Isso gera um paradoxo para a improdutividade, líquida e certa, dentro das organizações. Ou seja, saber usar bem a ferramenta de e-mail é um primeiro desafio para as nossas atividades diárias.

Algumas dicas para não deixar o e-mail dominar o seu dia:

- ao começar o dia de trabalho, não abra seu e-mail, preferindo pensar e planejar suas atividades do dia;

- aprenda a usar as funções de filtro de sua ferramenta de e-mail, pois elas podem ajudar a separar o “joio do trigo”;

- não deixe a ferramenta de e-mail aberta durante todo o tempo, reserve horários para a consultar e responder mensagens;

- separe temas de trabalho e particulares em contas independentes, não misture os temas.

Outro problema dentro das empresas é como elas devem lidar com as redes sociais e serviços de comunicação. Algumas bloqueiam totalmente, outras permitem com restrições e outras acabam liberando tudo.

Temos que tomar cuidado ao utilizar estas redes e serviços. Tanto podemos utilizá-las de forma produtiva como uma completa perda de tempo.

Educação, Literatura e Internet

August 7th, 2011

Já escrevi alguns posts sobre Internet e Educação. Um deles falava especificamente sobre como usar a rede para aprender novas línguas, fazer cursos técnicos e mesmo universidades americanas, e pode ser acessado neste mesmo blog usando a caixa de pesquisa ao lado.

Acrescento algumas dicas mais recentes:

Em outubro começa um curso on-line da disciplina mais concorrida de Stanford. Um curso de 10 semanas (de 10 de outubro a 16 de dezembro) sobre Inteligência Artificial, com dois dos maiores especialistas no tema. Você pode obter todas as informações sobre o curso em: http://www.ai-class.com. O livro texto também pode ser encontrado na Internet (se precisar de dicas de como obtê-lo, basta fazer um comentário pedindo).

Para crianças de todas as idades (dos 8 aos 80) eu recomendo um dos sites favoritos do meu filho. Várias experiências e explicações científicas sobre fenômenos naturais e científicos capturadas em vídeo. O site usa uma linguagem simples e didática. Pode servir de inspiração e ajuda para aqueles projetos de feiras de ciências: http://www.manualdomundo.com.br.

Dentro do tema literatura temos algumas áreas, sites e serviços distintos.

Para baixar e-books e obter notícia sobre literatura gosto de visitar o: http://ebooksgratis.com.br. Tem livros e matérias sobre todos os estilos. Para títulos em inglês dê uma olhada em http://www.freebookspot.nl .

Para organizar todos os livros baixe o Calibre e para organizar artigos acadêmicos, o Mendley. São ótimos e totalmente livres e grátis.

Para compartilhar informações sobre livros com seus amigos, e saber o que eles estão lendo e o que acharam dos livros pode-se utilizar alguns serviços de redes sociais. O ideal é usar serviços que se conectem com seu perfil nas redes sociais. Dois serviços que já testei são: o Skoob e o GoodReads. Ambos se conectam ao seu perfil no Facebook.

O seu caso é o de editar seu próprio livro ? Então existem muitas opções no mercado para isso. Algumas editoras sob demanda: Editora Schoba, Editora New Book e Editora Nelp. Todas com sites e informações na Internet.

Com o crescimento da oferta de e-readers e tablets (que também já foi assunto de um post mais antigo), os e-books e revistas digitais parecem realmente estar caindo no gosto de todos. O equipamento ideal depende do tipo de conteúdo e perfil de uso, mas gosto muito das duas opções, assim como smartphones e tocadores de mídias.

O poder representado nos filmes

May 29th, 2011

No programa Light News (na Transamérica Light) dessa sexta-feira, falamos sobre relações de poder representadas no cinema. Algumas pessoas me pediram para registrar os filmes que citei no programa. Aqui vão os que me lembro de ter comentado:

“O poderoso chefão”: o processo de transformação do personagem Michael Corleone é muito emblemático. Trata-se de um processo de sucessão muito complicado. A cena em que ele renuncia aos pecados durante o batismo do sobrinho enquanto suas estratégias de vingança são executadas é uma das minhas favoritas.

“A rainha”: apresenta os primeiros dias do governo de Tony Blair, em que ele conquista o respeito da rainha Elizabeth às voltas com a morte da princesa Diana. O legal é comparar a primeira reunião de Blair com a última ao final do filme. Uma mudança de poderes!

“Henrique V”: vale pela cena do discurso do dia de São Crispim. Tenho um post (aqui) exclusivamente sobre esse discurso que para mim é o mais motivador do cinema. Um rei, cheio de poder tradicional, transformando-se em um grande líder. Incrível!

“O diabo veste Prada”: foi o filme mais citado pelos ouvintes quando falávamos de relações de poder dentro das empresas. Muito bom.

Outros filmes falando de pessoas experientes exercendo poder sobre novatos: “Amor sem escalas”; “Dia de treinamento”; “Nascido para matar”.

Outros filmes dos quais falamos: “Doze homens e uma sentença”; “Platoon”; “Apocalipse now”

 

Cuidando da sua vida digital

February 27th, 2011

Já descrevi em 2009 (nesse post) as práticas que eu adotava para tomar conta do conteúdo digital com o qual lido no dia a dia. Adicionei algumas práticas ao processo.

Uso muito os 2GBytes gratuitos que o DropBox oferece. Ele funciona como um pendrive particular que pode ser acessado de qualquer ponto com Internet. Isso independente de eu estar carregando o “pendrive”, ou não. Passei a usar esta estratégia junto com a minha conta extra do Gmail, que eu utilizo somente para arquivos e documentos que preciso acessar de qualquer lugar. Sempre que tenho um trabalho importante para entregar, ou uma apresentação nova a fazer… envio uma cópia do arquivo para essa conta do Gmail. Assim eu crio um backup que pode ser acessado de qualquer ponto na Internet.

Adicionei mais um HD externo ao meu pacote de backpups. Um está dedicado aos arquivos de fotos, vídeos, livros e músicas (e todo tipo de conteúdo que uso no dia a dia) e o outro está dedicado a guardar imagens completas dos discos dos computadores que uso, incluindo sistema operacional e softwares instalados. Além disso mantenho a cópia cruzada das informações mais críticas em todos os computadores. Também somei mais pendrives ao processo, mas tenho dependido menos deles para backups. Já perdi tantos em salas de aula que me acostumei a não confiar nem um pouco neles para manter arquivos por muito tempo. Eles são usados só para transporte de informações por tempo muito curto. O SyncToy continua sendo minha ferramenta de sincronização padrão.

Tecnologia para estudar

February 13th, 2011

A primeira escolha é o tipo de máquina a usar para estudar. Notebooks, netbooks ou tablets?

Na minha opinião os tablets ainda precisam evoluir e um pouco mais para podermos apostar neles. O governo tem planos de incluí-los no programa de inclusão digital (o que derrubaria preços) e universidades/escolas já começam a testar o uso na substituição de livros e apostilas. Acho que a tendência é essa. O problema é que a tecnologia ainda não está madura e o preço ainda é muito alto. Muitos lançamentos recentes, e muitas promessas (para esse ano) de todos os grandes fabricantes. Resta a opção entre notebooks (maiores, mais pesados, mais poderosos) e netbooks (mais leves, menores, um pouco mais acanhados em termos de desempenho). Aí é uma questão de avaliar o que você realmente precisa no dia a dia. Eu particularmente gosto muito das máquinas intermediárias entre os 2 tipos. Uma tela de 12″, um processador de baixo consumo, sem unidade de CD/DVD, bastante memória e sistema operacional rodando 64 bits. É a configuração da minha máquina. Se puder virar um tablet (como é o caso da minha)… daí você tem o melhor dos 3 mundos. E olha que os preços já caíram bastante para esse tipo de configuração.

Agora, minha lista de softwares pra ajudar nas tarefas de estudo (uso muito todos eles):

PDF-XChange Reader: acho muito melhor que o Adobe Reader. Consigo fazer marcações e anotações nos arquivos em PDF e compartilhar isso com qualquer pessoa.

Calibre e-book management: organize toda a sua biblioteca de livros e apostilas que você obtém on-line com esse programa. Ele cria versões para os principais e-readers, mas você pode simplesmente ler na tela do PC ou mesmo imprimir se preferir.

FreeMind ou MindMapper: são softwares para construir mapas mentais. Não sabe o que é isso ? Procure vídeos no Youtube de como fazê-los. São ótimos para resumir livros, organizar matérias, temas de redação, estudo para vestibular e por aí vai.

Abbyy Finereader: esse é pago, mas um software fantástico. Transforma imagens em texto usando um OCR poderoso.

SnagIt: outro pago, mais muito bom. Ele captura qualquer imagem da tela e permite edições e anotações. Para preparar apresentações e slides… é muito bom. O PowerPoint 2010 tem facilidades equivalentes.

OneNote: é o software menos conhecido do pacote Office. Permite anotações livres usando todo tipo de conteúdo. Transforma um Netbook Touchscreen em um caderno geral super poderoso. É o que uso para tomar nota de aulas, preparar artigos, etc. Um adicional é compartilhar tudo automaticamente na Web.

ITunes: mesmo sem ter um Ipod, Ipad ou Iphone você pode aproveitar os podcastings e videocastings do ItunesU. O “U” é de University. Com esse programa você baixa cursos inteiros das principais universidades americanas. Problemas com o Inglês ? Aproveite os podcastings com aulas de línguas.

Falando agora de serviços… Os que mais uso nas atividades de aula são:

GoogleDocs ou Office Live: permitem fazer trabalhos em grupos sem precisar de deslocamento, trânsito, etc.

GoogleAgenda: para controlar tarefas e compromissos de entregas, aulas, palestras, etc.

GoogleGroups: crie um para sua turma ou sala e mantenha todo mundo informado sobre tudo que acontece. Ótimo para compartilhar dicas, notícias, novidades, etc

Skype: conferências e videoconferências para discutir trabalhos e artigos.

Redes sociais para estudar?

LiveMocha (para estudar línguas) e Mendeley (para entrar em contato com pesquisadores)

Bases de dados para pesquisa?

Depende do tema de estudo, mas umas que uso: Scielo e SSRN


Manias Tecnológicas (continuação)

February 6th, 2011

Continuei pensando sobre essas manias que a tecnologia cria ou amplifica e listei mais algumas.

Em complemento à mania de superexposição que citei no post anterior, é fácil percebemos como a tecnologia facilita a mania de “voyeurismo consentido”. Além dos inúmero “reality shows”, que são produzidos pelas grandes empresas de mídia e alimentados pela audiência e discussão de um monte de fãs, nós fiscalizamos a vida de nossos colegas, amigos, parentes, desafetos, etc. Uns se expõem e outros observam realmente como “grandes irmãos”.

Outra mania é a do “consumismo ilógico”. Chamo de ilógico na medida em que somos bombardeados por  um monte de lançamentos tecnológicos, que nem representam grandes saltos na qualidade de uso ou melhora no atendimento das nossas necessidades. Mas lá vamos nós, para trocarmos o que estava funcionando e atendendo muito bem estas necessidades por algo mais novo, com mais recursos que provavelmente não vamos utilizar, com maior capacidade que vai ficar ociosa e deixando um rastro de lixo eletrônico por aí.

Mais uma: “Tomar o Google por oráculo“. Quer aprender a desenhar, cozinhar, pintar, construir robôs? Quer saber a resposta pra qualquer coisa ? Pergunte ao Google. Eu faço isso o tempo todo. Só cuidado para não acreditar na primeira coisa que aparece na sua tela. Pode ser uma lenda da Internet, uma brincadeira ou simplesmente uma estupidez de algum idiota.

Manias tecnológicas

January 30th, 2011
Eu dividiria essas manias tecnológicas em alguns tipos.
Existem aquelas manias que surgem da maneira de como empregamos a tecnologia na nossa vida social. Por exemplo, já percebeu como estamos nos tornando cada vez mais “multitarefas”? Temos aí uma nova mania, habilitada pelas tecnologias, de sempre estarmos tentando aproveitar ao máximo nosso tempo, fazendo mais de uma coisa ao mesmo tempo. Pense nos seus descolamentos de carro ou de ônibus. Tiramos proveito do transporte sem esforço para (que nem nos parece mais uma tecnologia tão avançada assim) e aproveitamos o tempo para ouvir música, notícias e até nos comunicar via telefone (o que pode ser muito perigoso se estamos na direção desse meio de transporte).  Outro exemplo clássico é o de vermos um adolescente no computador, ao mesmo tempo em que ele assiste TV, ouve música e conversa com amigos. Mania de multitarefa. Precisamos tirar o máximo do momento. E a tecnologia nos possibilita isso. Será que isso é realmente necessário? Será que isso é bom para nós mesmos?
Outra mania possibilitada pela tecnologia e que podemos colocar nessa mesma categoria é a da “superexposição”. Precisamos relatar cada mísero passo de nossas atividades diárias via redes sociais e micro blogs? Estamos pensando com seriedade nos efeitos futuros que essa exposição exagerada terá sobre nossa vida social e profissional? Aquela noitada com os amigos, quando você passou mal por não ter parado de beber na hora certa, e que você queria esquecer rapidamente pode ter deixado um monte de “pegadas digitais” que serão difíceis de serem apagadas. Provavelmente elas ficarão na rede para sempre. Se você vai continuar fazendo isso, pelo menos utilize um filtro por grupos para limitar o que colegas de trabalho e o resto do mundo vão saber sobre sua vida particular.
Essas novas manias tecnológicas podem nos levar a um outro tipo de comportamento. Os maus hábitos possibilitados pela tecnologia. São manias negativas. Por exemplo, a terrível mania que as pessoas têm de checarem seus celulares em busca por mensagens a cada 5 minutos, e inclusive trocarem mensagens, enquanto estão conversando com outras pessoas que realmente estão na sua frente (de verdade). Essa é mania de falta de educação e atenção terrível,  e que é cada vez mais comum tanto em círculos de amigos como em grupos de trabalho nas empresas. Manias, apoiadas pela tecnologia, gerando maus hábitos sociais.
Ainda nessa categoria, o que dizer das pessoas que passaram a se esconder atrás de caixas postais de voz ou perfis em redes sociais? Elas preferem relacionar-se com as outras pessoas através de um “representante eletrônico”. Respondem mensagens, cumprimentam virtualmente, curtem
Um terceiro tipo de manias eu classifico como “comportamentos potencialmente danosos”. Vários blogs consideram o uso ineficiente das ferramentas tecnológicas como maus hábitos, mas eu prefiro classificá-los nessa categoria de comportamentos danosos. Estes comportamentos estão mais intrinsicamente ligado à maneira que lidamos com as tecnologias de forma irresponsável e que na maioria das vezes gera um prejuízo para nós mesmos. São manias e descuidos que nos fazem perder tempo, dinheiro, privacidade, entre outras coisas menos e mais importantes. Por exemplo, não saber usar teclas de atalho, ou deixar desorganizado seu desktop ou suas pastas de arquivos. Eu mesmo acho o fim da picada alguém que não usa slides mestres ao fazer uma apresentação do Powerpoint.
Algumas manias tecnológicas que encontrei pelos blogs e que poderão ser classificadas nesses três grupos que citei anteriormente:
  • Comunicar-se usando sequências malucas de caracteres, transformando a nossa língua em algo indecifrável para não iniciados.
  • Usar mensagens de texto para dizer que você está atrasado, mas a caminho. Isso não vai resolver o problema da sua pontualidade e nem reduzir sua culpa.
  • Julgar uma pessoa pelo seu perfil on-line (foto, preferências, posts de 140 caracteres)
  • Nos tornar mais narcisistas (eu, eu, eu)
  • Acreditar e repassar correntes por e-mail
  • Enfrentar filas para comprar o novo lançamento tecnológico
  • Ignorar as especificações técnicas e gastar mais dinheiro sem necessidade
  • Péssima postura por conta de smartphones,  tablets  e netbooks
  • Encaminhar e repassar correntes por e-mail.
  • Carregar notebook ligado.
  • Imprimir um monte de coisas inúteis.
  • Não imprimir fotos.
  • Levar smartphone para o vaso sanitário.
  • Usar ringtones absurdos
  • Gravar seus arquivos em qualquer lugar do computador
  • Encher o seu desktop com dezenas de ícones.
  • Usar a mesma senha em todos os serviços (além de usar senhas óbvias)
  • Não proteger suas informações em pendrives (Use o Truecrypt)
  • Instalar novos softwares clicando NEXT NEXT NEXT