Capitalizando a inteligência coletiva nas organizações

March 28th, 2014

Podemos creditar ao fato de sermos seres sociais grande parte do nosso desenvolvimento. Desde a divisão de atividades e responsabilidades das primeiras tribos, passando pelo surgimento da polis na Grécia antiga, até o surgimento das modernas organizações, o fato de nos relacionarmos (bem ou mal) tem nos ajudado a crescer como seres humanos. Em outras palavras, este contato social também nos deixa mais inteligentes e por isso evoluímos.

Sabemos que podemos definir inteligência de várias maneiras, e que existem várias formas de inteligência. Se considerarmos a inteligência humana como a capacidade de armazenar e processar informações, de pensar e de raciocinar, é fácil perceber que esta inteligência é, em parte, construída de forma coletiva.

Baseamos nosso conhecimento em trabalhos e conhecimentos de outros que vieram antes de nós. Como dizia Issac Newton, “Se encherguei mais longe, foi por que me sentei sobre ombros de gigantes”. Essa é uma forma de inteligência coletiva chamada de “informacional”. Os livros, e agora as novas mídias eletrônicas, acumulam as informações e conhecimentos de pessoas que vieram antes, ou que estão aqui agora. Esse conhecimento acumulado nos ajuda a formularmos nossos próprios pensamentos e desenvolvermos nossa inteligência, que não é só nossa. A própria cultura em que vivemos é um fator condicionante de nossa inteligência. Pensamos também com os conceitos e dogmas dos que vieram antes de nós e dos que convivem conosco.

O avanço tecnológico e o acesso fácil a esses recursos é o que tem feito esse tipo de inteligência destacar-se dentro da sociedade atual. As modernas tecnologias de informação e comunicação tem possibilitado a conexão de conteúdos, e seus articuladores, com uma facilidade e velocidade espantosas. A inteligência coletiva reflexiva e dialógica, propiciada pela troca de ideias, tem crescido exponencialmente devido a uma grande estrutura tecnológica que lhe dá suporte para a troca de ideias. Todos acompanharam nos últimos tempos o desenvolvimento de empreendimentos como a Wikipedia, o Linux e o Waze. Estes tipos de produtos do conhecimento coletivo só são possíveis graças à inteligência coletiva potencializada pela tecnologia da informação e comunicação.

Como é possível nos aproveitarmos dessas capacidades dentro das organizações?

Corpos e mentes

As organizações vem alterando seu relacionamento com sua “força de trabalho”, mudando o seu foco de interesse. Acelera-se o processo de migração de uma contratação de corpos (mão de obra) para uma contratação de mentes (trabalhadores do conhecimento).

Há algum tempo era mais comum nos depararmos com a situação de que um trabalhador típico terminava sua jornada dentro da empresa, deixava suas ferramentas, trocava de roupas e ia para casa dencansar seu corpo. Hoje, um trabalhador típico dessa nova organização trabalha muito mais com seu cérebro que com seus braços e pernas. Suas ferramentas, que o mantém conectado ao trabalho, estão disponíveis em todas as partes e a todo tempo. Mesmo que tentasse desconectar-se dessas ferramentas, seu cérebro continua empenhado e ligado aos problemas do trabalho. Sua jornada parece não ter fim.

Nas organizações, as atividades que poderiam ser automatizadas, estão cada vez mais próximas de o serem. Podemos até olhar para além dos processos produtivos, que hoje já contam com máquinas e robôs nas linhas montagem. Podemos olhar para a informação, que tornou-se um ativo valioso dentro desta nova realidade. As grandes empresas investiram pesado em sistemas que processam grandes volumes de informações. Os projetos de Data Mining, Business Intelligence e Knowledge Management proliferaram dentro das empresas. Big data é o termo da moda e tentar obter informação e conhecimento útil a partir das montanhas de dados que nossas vidas digitais vão deixando como rastros. Grandes sistemas para garimpo, beneficiamento e exposição de informação esperam melhorar nossa tomada de decisões  e gerar inovação.

Porém, estes sistemas ainda imposto pela própria tecnologia. Estes sistemas, por mais especialistas que sejam e que conseguem processar grandes volumes de informação com muita rapidez, ainda tem dificuldade de produzir conhecimento criativo e inovador. Eles não conseguem produzir a verdadeira inteligência. Ainda dependemos das capacidades cognitivas e criativas dos nossos cérebros para dirigirmos nossos empreendimentos.

É justamente nesse vazio que os conceitos de inteligência coletiva, potencializados pelas novas tecnologias, podem representar uma nova plataforma de estratégia, inovação e criatividade para as organizações. Embora a tecnologia tenha habilitado esse tipo inteligência dentro, e fora, das organizações, o principal desafio não reside na tecnologia, mas sim nos corações que estão ligados à essas mentes.

Como motivamos a colaboração e o compartilhamento dessas inteligências?

Coraçoes e mentes

Se antes a motivação dos participantes desses empreendimentos (organizações) visavam o engajamento no trabalho e na produção físíca, agora estamos voltados para suas mentes, e como estas podem conectar-se aos esforços do coletivo.

Um time de pesquisadores do MIT, capitaneados pelo professor Thomas Malone e contando com a colaboração de Robert Laubacher eChrysanthos Dellarocas, chegou a um conjunto de quatro questões chave para descrever o que eles identificaram como “o genoma da inteligência coletiva”. Essas perguntas são:

(1) O que precisa ser realizado? – O coletivo é muito valorizado por duas capacidades em que ele se distancia do trabalho individual. Estas capacidades são a criação e a decisão. Precisamos definir o que será criado ou que decisão será tomada. Um time de profissionais, que colaboram para uma solução, pode superar o conhecimento de um expert no assunto. Se perguntarmos para uma única pessoa quanto ela acha é nosso peso, e fizermos a mesma pergunta para cem pessoas e então calcularmos a média das estimativas, teremos um valor muito mais próximo do real a partir da média que de uma única observação. Este é o valor do coletivo.

(2) Quem realizará isso? – Devemos definir se a atividade será realizada por um grupo livre ou regido por alguma hierarquia. As organizações são exemplos de  hierarquias empenhadas em solucionar problemas e produzir conhecimento. Mesmo em empreendimentos movimentados por multidões de colaboradores, como é o caso da Wikipedia, existem fases do processo que dependem de uma certa hierarquia de  aprovação para que um verbete seja incluído ou excluído de suas bases.

(3) Por que eles realizarão isso? – Precisamos identificar as motivações que levarão os realizadores a executarem o que se espera deles. Os pesquisadores do MIT identificaram nos seus casos que os participantes se motivaram pelo dinheiro (motivações extrínsecas), pela glória (motivações intrínsecas) e pelo amor (motivações intrínsecas e transcendentes). A base de comentários e avaliações de produtos da Amazon é construída por uma multidão de colaboradores que fazem isso pelo prazer em falar de um tema que gostam, mas também pela glória de serem identificados como especialistas no tema.

(4) Como isso será realizado? – Aqui temos que definir como nos aproveitaremos da capacidade intelectual do coletivo. Podemos usar brainstormings, concursos, colaborações, votações, estimativas, avaliações, entre outras estratégias. Se queremos, por exemplo, criar uma nova logomarca para uma empresa. Uma estratégia é fazer um concurso, coletando uma grande quantidade de ideias, e novamente usar o poder da multidão para uma votação na melhor proposta. Outra estratégia é permitir que pessoas discutam e proponham mudanças nas logomarcas apresentadas e assim obter um resultado que é formado pela soma das contribuições.

Criando as condições

O problema mais delicado de ser resolvido é a questão do “por que as pessoas se engajariam nesse emprendimento?”. A motivação para a colaboração e a participação em projetos de inteligência coletiva é o obstáculo a ser vencido. Acredito que esse mesmo problema destruiu vários projetos de Knowledge Management, pois simplesmente as pessoas não querem, ou tem receio em expor-se nesses processos.

Embora não ataque diretaemente o problema da motivação, Olivier Zara, autor do livro “Le management de l’intelligence collective”, defende um processo de três etapas para garantir a implantação exitosa de um projeto de inteligência coletiva. Essas etapas, que devem obrigatoriamente ser implantadas nessa ordem, são:

(1) “Ter as condições estruturais”. Ou seja, ter disponível um sistema que possibilitará as pessoas participarem. Isso dependerá muito de projeto para projeto, mas pode ser genericamente descrito como um ambiente ou plataforma de colaboração. Um mural, uma WIKI, uma Intranet, um fórum de debates, um sistema de votação, todos são exemplos desses ambientes. Locais em que as pessoas possam expressar sua ideia ou opinião, e debater as ideias dos demais.

(2) “Saber como”. As pessoas devem ter o conhecimento necessário para participarem e colaborarem. Quanto mais sofisticado e difícil for a plataforma disponibilizada na primeira etapa, tanto mais necessário vai ser oferecer treinamento de uso. Se as pessoas não conseguirem interagir por meio da plataforma tecnológica (mesmo que for um mural de post-its), a construção coletiva ficará prejudicada.

(3) “Querer colaborar”. Devemos criar, e nutrir, uma cultura de colaboração. A motivação é uma das peças chave, mas o processo deve analisar os valores e as crenças da própria organização, e ir até os aspectos mais operacionais e práticos. Um contrato social de participação e envolvimento pode ser instituído entre os participantes e a organização. Um equilíbrio entre competição e colaboração pode ser usado para iniciar a implantação em um grupo menor, como uma espécie de projeto piloto que possa servir de time “campeão” para o engajamento dos demais.

Obtendo resultados

Empresa como a Natura e a Fiat já tem envolvido seus clientes e fornecedores em processos de inovação aberta (open innovation) que nada mais são que tentativas de capturar a inteligência coletiva das massas para apoiá-los no desenvolvimento de novos produtos. Se antes as empresas limitavam-se à pesquisas de opinião (que também são forma de inteligência coletiva), hoje em dia elas abrem as portas de seus processos de negócio para que outros stakeholders participem abertamente da criação de novas estratégias.

Protegendo-se dos monstros corporativos

November 4th, 2013

scoobyContinuando a conversa sobre monstros corporativos (essa do post anterior), comecei a reunir as dicas sobre como podemos nos proteger e enfrentar, de frente, estas pragas.

Enfrente o vampiro mantendo o máximo de registros sobre suas ações e o relacionamento profissional. Aprenda seus truques de persuasão e use-os para futuras negociações. Não perca oportunidades de ter seu trabalho reconhecido pela organização, mas cuidado para não entrar no mesmo modelo de atuação do vampiro. Não se deixe contaminar.

Afaste-se dos zumbis que adoram atacar no cafezinho e nas esquinas de corredores. Se não conseguir evitar o contato, combata sua negatividade e desmotivação contando seus casos de sucesso e sua esperança no crescimento. Se perceber alguma esperança de reversão do quadro, convide-o para participar de alguma nova iniciativa. Se ele sentir que é possível mudar ele deve concordas, mas na maioria das vezes ele vai fugir esgueirando-se para o lugar de onde veio.

Aprenda a “ler” o estado em que o lobisomen se encontra. Se ele estiver naquela fase ruim evite o contato direto. Discutir  nesse estado só vai queimar seus argumentos e estressar a relação. Se for inevitável, acostume-se a ouvir mais do que a falar. Use as informações para quando ele estiver com um humor um pouco mais “humano”. Se for o seu chefe, solicite uma formalização dos objetivos para os projetos em que estiver envolvido. Vai ajudá-lo a transitar entre uma fase e outra da lua.

Tente aproveitar alguma experiência da múmia, embora isso possa tomar muito tempo e o resultado ser pouco eficiente. Um pouco de elogios pode ajudar a quebrar aquela casca enrolada em volta dele e te ajudar a captar algo de útil de suas experiências. Debaixo de todo aquele pó já exisitu um profissional de valor (no seu tempo).

Use o frankenstein para o que ele realmente é bom: produzir resultados nas suas tarefas, custe o que custar. Evite utilizá-lo em tarefas de relacionamento e que exijam qualquer jogo de cintura.

 

Monstros corporativos

October 28th, 2013

Já ouviu alguém dizer: “Meu colega de trabalho (ou meu chefe) é um verdadeiro monstro!” ???

No progama dessa semana discutimos esses perfis de mostros corporativos. Para isso eu associei algumas características de monstros clássicos com alguns comportamentos ruins de colegas e chefes. Entenda isso como um exercício de observação, ou uma simples brincadeira.

O colega vampiro: ele é bastante persuasivo e tem uma pose imponente. Com isso consegue ser realmente “sedutor”. Tende a sugar toda sua energia e desaparece quando você mais precisa dele. Se ele é o seu chefe, ele te mantém em um nível realmente abaixo do dele. Falta-lhe transparência e respeito mútuo. Apesar de criar uma “rede” de seguidores não pensa duas vezes em jogar um deles no fogo para poder se safar de uma situação ameaçadora. Ele é adepto ao lema: “eu ganhei, nós empatamos e vocês perderam”.

O colega zumbi: já teve um pouco mais de vida dentro dele, hoje está desmotivado e só anda resmungando pelos corredores. Ele precisa se alimentar da energia de outras pessoas e faz isso quando você dá atenção para suas lamentações e concorda com todas elas. Tudo parece estar fora do lugar e todos parecem estar perseguindo-o. Ele perambula pela empresa querendo transformar outras pessoas em um cara igualzinho a ele.

O colega lobisomem: tem horas que está bem e tem horas que está “meio virado”. Você nunca sabe se vai poder contar com ele pois ele perde o controle facilmente. A imprevisibilidade dele acaba atrapalhando os projetos em que está envolvido. As pessoas passam a evitá-lo por conta desse comportamento imprevisível. Se ele é seu chefe, cuidado com os desafios conflitantes e desestruturados. Você pode estar correndo, e se estressando, para executar tarefas desnecessárias.

O colega múmia: já teve o seu tempo, mas hoje anda meio desatualizado. Não consegue acompanhar o ritmo das mudanças. Vive falando de “como era bom antigamente”. Se ele é o seu chefe, você não vai conseguir muita evolução a partir dele. O aprendizado que poderia obter da sua experiência fica bloqueado pelo amargor e fixação no passado.

O colega frankenstein: é uma máquina para trabalhar, mas não tem muita sensibilidade e nem controle emocional. O que interessa para ele é seguir em frente com suas tarefas. Parece até uma boa pessoa mas pode trair até os mais próximos pois não são a parte mais importante da equação. Se ele é o seu chefe, mantenha o foco na atividade e nos resultados.

 

Profissional Invisível

August 26th, 2013

Aprendi com um ex-chefe que: “Nunca teremos uma segunda chance de causar uma primeira boa impressão”. Por conta disso devemos estar sempre atentos à forma como somos percebidos pelos demais em todas as situações, desde o primeiro contato. Claro que as pessoas podem mudar suas opiniões a partir do conhecimento mais aprofundado do outro, mas a primeira impressão… essa não vai mudar. Já foi registrada.

Alguns tratam o “marketing pessoal” como uma coisa negativa e como prática de pessoas (na verdade) vazias e que só tem uma fachada. Eu não discordo… tem muita gente que só faz publicidade de si mesmo, mas não entregam o produto. Por outro lado é muito importante que ofereçamos o conteúdo e a forma.

Quando converso com jovens profissionais eu destaco a importância que tem uma boa comunicação para deixarmos de sermos invisíveis e passarmos a ter uma voz, um corpo e uma posição no mundo. Conheço muitas pessoas brilhantes intelectualmente, mas que não conseguem expressar-se e apresentar-se para os demais. Tornam-se invisíveis. Ao mesmo tempo tem muita gente que fala, fala e não diz nada. Só tem forma, mas não tem nenhum conteúdo.

Para aquela dúvida sobre se é melhor “saber” ou conhecer “quem sabe”, eu fico com a junção das duas coisas. O ideal é sabermos e sermos localizados por quem precisa. Ou seja, termos o conteúdo e não sermos invisíveis.

Frases do Capitão Kirk

March 25th, 2012

Uma pequena seleção de frases do Capitão James Tiberius Kirk:

“Um pouco de sofrimento faz bem para a alma.” (ou depura o espírito como eu mesmo costumo dizer)

“Uma das vantagens de ser o chefe, é poder pedir conselhos sem ter a necessidade de segui-los.” (e acredito que um chefe deve pedir muitos conselhos)

“Como nós lidamos com a morte é menos importante de como nós lidamos com a vida.”

“Intuição, embora ilógica, é reconhecida como uma prerrogativa de comando.” (a experiência faz nascer um sentido novo que desafia a lógica em muitos casos)

“Gênios não trabalham como em uma linha de montagem. Você não pode simplesmente dizer: ‘Hoje eu serei brilhante’.”

“Existe uma outra forma de sobreviver. Confiança mútua… e ajuda.”  (inteligência coletiva é a saída!)

“Sr. Spock, as mulheres do seu planeta são lógicas. É o único planeta da galáxia que pode alegar isso.”  (ainda bem que não convivemos com as vulcanas…)

Dicas de Sites (e serviços)

February 5th, 2012

Nesses tempos de PCs, smartphones e  tablets um dos sites e serviços mais úteis para manter todos os seus arquivos compartilhados entre todos os seus gadgets é o DropBox. Faça seu cadastro clicando aqui e depois instale o software no seu computador, tablet e celular. Todos os arquivos da pasta DropBox passam a estar disponíveis em todos os gadgets e na “nuvem”.

Já falei sobre os serviços oferecidos pelo Google nesse outro post, e mantenho as recomendações. Tenho outros posts antigos falando de serviços oferecidos na Internet. Veja este por exemplo, ou use a caixa de busca ao lado para buscar novas dicas.

Entre os sites que acesso diariamente para acompanhar notícias sobre tecnologia:  Gizmodo, TechTudo e Engadget. Para quem gosta de ler bastante ao navegar, vale a pena conhecer a extensão iReader do Chrome. Ela transforma todo post em um texto agradável e formatado para a leitura.

Na hora de pesquisar equipamentos para comprar, nada melhor que usar o BuscaPé, o Zoom e o ReclameAqui. Se a dúvida é especificamente sobre celulares, já falei várias vezes do TudoCelular.com. Para avançados eu indico também o Fórum do Clube do Hardware. Para comprar da China eu uso o DX, nunca me deixou na mão.

Gosta de ler ? Então o Skoob e o GoodReads para compartilhar e pegar dicas de livros. Para baixar livros, gosto muito do IOSBooks e do Library.nu.

Para ver com a garotada: http://www.solarsystemscope.com  e o http://www.manualdomundo.com.br

Para estudar línguas estrangeiras: http://www.busuu.com

Para quem gosta de cinema e prefere uma opção nacional no lugar do fantástico IMDB… Dá pra se manter bem atualizado usando o http://cinema10.com.br  e o http://www.adorocinema.com

Para os curiosos, além da Wikipedia, o site “Como tudo funciona” é uma fonte muito grande de informações sobre tudo.

História e Tecnologia

January 30th, 2012

Hoje, no Light News, conversamos sobre história e tecnologia com o Professor Renato Mocellin. Um dos ouvintes pediu para citar alguns livros e autores que falam sobre o tema.

Alguns dos livros e autores que li sobre esse tema (tratando um pouco mais ou um pouco menos) são:

Tecnopólio: a rendição da cultura à tecnologia, de Neil Postman. Já fiz um post sobre esse livro aqui. Vale a pena dar uma olhada em suas entrevistas no YouTube. Infelizmente ele já faleceu.

Técnica e civilização,  de Lewis Mumford, que é um historiador muito famoso.

O quadrante de Pasteur, de Donald Stokes. Uma análise do papel da ciência e tecnologia.

Técnica e ciência como ideologia, de Jünger Habermas. Pesado para não iniciados, mas uma descrição interessante de como a tecnologia assumiu o papel de uma nova “divindade”. Nesse livro dá pra ler o capítulo específico que dá origem ao título.

A estrutura das revoluções científicas, de Thomas Kuhn. Básico para entender o que é ciência e seu papel na nossa sociedade.

Jamais fomos modernos, de Bruno Latour. O único dessa lista que ainda não consegui chegar até o final. Mas ainda tenho esperança de um dia conseguir… É muito confusa a forma e o raciocínio desse filósofo francês.  :-)

A sociedade em rede: a era da informação, de Manuel Castells. Um apanhado de vários trabalhos desse autor falando da influência da tecnologia sobre a economia, a sociedade e a cultura.

Of bicycles, bakelites and bulbs: toward a theory of sociotechnical change, do Wiebe Bijker. Que tem outros livros e até uns vídeos no YouTube dando palestras. Um excelente livro sobre o método histórico empregado para analisar tecnologia.

The rational optimist: how prosperity evolve, de Matt Ridley. Um geneticista fazendo um resumo histórico da evolução do homem por meio da tecnologia. Uma visão realmente otimista sobre o uso da ciência e da tecnologia. Também tem muitos vídeos no YouTube.

Dicas de aplicativos para celular

January 23rd, 2012

No programa de rádio de hoje falamos sobre aplicativos para celulares. Obviamente acabei falando mais de aplicativos para Android que é o sistema que uso, mas também me acostumei a alguns aplicativos da Apple por conta do Ipad e Ipod que temos em casa.

Listas de melhores aplicativos para isso, ou para aquilo, estão cheias na Internet. As revistas Info e Superinteressante lançaram recentemente edições especiais sobre o tema. Recomendo aos curiosos que busquem os aplicativos mais específicos diretamente na própria rede.

Começo pelos dois principais usos do meu celular (além de falar e navegar): ler e assistir vídeos.

Para leitura de PDFs tanto no Android como no Iphone que testei muitos programas e acabei optando pelo ezPDF. Ele tem algumas funções muito legais, tais como permitir cortar as margens em branco do texto, deixando na tela o que realmente interessa e baixa arquivos direto do DropBox e GoogleDocs. As versões para o Ipad e Android são ligeiramente diferentes, mas cumprem bem esse papel.

Para leitura de livros eletrônicos (e-books) no formato EPUB, que é o formato aberto e usado pelas livrarias brasileiras (além do mais pirateado nos sites especializados no tema), eu prefiro o MANTANO para o Android e o iBOOKS para o IOS. Outros interessantes são o ALDIKO e BLUEFIRE. Para quem gosta de compartilhar com amigos o que está lendo eu recomendo o KOBO, que é o mais “social” deles.

Para leitura de notícias (de sites e redes sociais) eu gosto do PULSE (tanto em Android como IOS), do ZITE (meu preferido) e do FLIPBOARD (estes dois últimos só no Ipad). Para quem gosta muito dos serviços  Google eu sugiro o CURRENTS que faz um bom papel na mesma linha dos demais.

Para ler histórias em quadrinhos nos formatos compactados CBZ, CBJ e afins a melhor solução no Ipad é o CloudReaders, que é simples e eficiente.

Para assistir a filmes e seriados baixados da Internet o MX VIDEO no Android é o meu preferido. Ele permite rodar arquivos MKV, AVI, RMVB, além do MP4 mais comum. Não precisa ficar convertendo nada para padrão de telinha. Quando os arquivos permitem ele deixa selecionar trilha de áudio, legendas e até efeitos de surround para o headphone.

Na parte de fotografia eu comentei sobre as alternativas Android ao ótimo INSTAGRAM da plataforma IOS. São eles: Camera360 (o mais interessante que achei), o FxCamera, o RetroCamera, o PaperCamera, além do PicPlz que vai em outra linha mais social.

Outras ferramentas que acho muito úteis:

DropBox  e Evernote – para transferir  dados para a “nuvem” e acessá-los de qualquer lugar.

WhatsApp e Viber – para trocar mensagens sem usar SMS (e até fazer chamadas no caso do Viber)

BoaLista e Buscapé – para consultar preços usando a câmera para capturar o código de barras dos produtos

CamScanner –  para transformar seu celular em um scanner de mão

IMDB – para consultar informações sobre filmes e seriados

SoundHound e Shazam – descobrem qual a música que está tocando

Convido a todos para postarem nos comentários do blog e no Facebook os seus preferidos. Assim eu aprendo e todos ficam sabendo sobre alternativas.

 

 

Remembering Steve Jobs

October 6th, 2011

Eu não sou um “apple fan boy” e nem acho que o Steve Jobs é um modelo perfeito de empresário. Mas ninguém pode negar que ele foi realmente um visionário.

Aprendi muito sobre apresentações e palestras ao ver os seus shows de lançamento de novidades.

Sempre que falam do Steve Jobs, eu lembro desses dois vídeos.

O primeiro é o discurso dele em Stanford e o segundo uma paródia de suas apresentações de novos produtos. Os dois vídeos têm legendas.

Stanford:  http://www.youtube.com/watch?v=66f2yP7ehDs

Paródia:  http://www.youtube.com/watch?v=W0YFiglZw7A

 

 

Dispositivos portáteis

August 28th, 2011

Muita gente tem pensado em comprar um tablet. Recebo muitos e-mails perguntando de melhores configurações e se realmente vale a pena ao compararmos com as demais alternativas. Fala-se muito de já estarmos em uma era “pós-PC”. Será ?

Os tablets encaixam-se em uma faixa de gadgets entre os smartphones e os netbooks. O sucesso de vendas está muito atrelado ao consumo de conteúdo via Internet.

Se você escolher um telefone com tela bem grande (e já existem modelos com telas de 4,3 e 4,5 polegadas) é possível aproveitar muito bem o aparelho para assistir filmes, ler livros, navegar na Internet  os consumos de mídia tão comuns nos tablets. Ao mesmo tempo, existem tablets de 7″ com serviço celular e conexão bluetooth que podem substituir completamente os celulares.

Se optar por um netbook com tela sensível ao toque e escamoteável, o efeito é similar ao de um tablet, com um pouco mais de peso, de processamento, de espaço em disco, com maior compatibilidade de programas e com menos bateria. Carregar um netbook (ou notebook), mais um tablet e talvez ainda um smartphone não parece uma coisa muito lógica (embora eu conheça pessoas que façam isso).

Ter um tablet como único computador? Não acho que seja a solução para a maioria das pessoas. Ele acaba sendo o segundo ou terceiro aparelho a se ter em casa, ou se carregar na pasta. O celular acaba sendo o tipo de equipamento número 1, pois é um aparelho que (quase) todo mundo acaba carregando todo o tempo.

Para quem tem um desktop e uma rede ser fio em casa, um tablet ou um smartphone são excelentes companheiros para consultar conteúdos, jogar e navegar na Internet. Gastam menos energia que um desktop para este tipo de atividade.

Ao escolher um tablet as principais variáveis são: tamanho da tela (7″, 9″ ou 10″), formato da tela (4:3 ou 16:9), tecnologia da tela (resistiva ou capacitiva), sistema operacional (IOS ou Android), expansão de memória e conexões (USB, HDMI, SD), acessórios (docks, teclado).